O mundo está em alvoroço com a chegada da nova televisão digital. Imagem perfeita, som de primeira e muita interatividade, com a rapidez de transportar imagens. Mas, somente São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, contam com a tecnologia da
TV digital.
Mas vem a pergunta que não quer calar: só os que têm poder aquisitivo poderão desfrutar dessa nova tecnologia? O abismo entre ricos e pobres será visível? Devemos pensar.
Mas, somos privilegiados em termos de tecnologia doméstica, pois somente agora em pleno século XXI, que o governo de Cuba libera a venda de computadores para uso doméstico, pois menos de 5% da população tinham computadores em casa, e isso através do mercado negro. Mas, além disso, poucos ainda terão, pois custam caro e a população carente continuará sem eles.
A televisão é o instrumento da história do homem moderno, pois com um simples apertar de botão, surge imagens e sons, apenas com uma pressionada de botões do controle remoto, onde os fatos são apresentados seguindo uma estrutura padronizada e alguns acontecimentos são mostrados no chamado tempo real, ou seja, no exato momento que estão acontecendo.
“Uma cidade é igual a um sonho: tudo o que pode ser imaginado pode ser sonhado, mas mesmo o mais inesperado dos sonhos é um quebra-cabeça que esconde um desejo, ou então o seu oposto, um medo. As cidades, como os sonhos, são construídas por desejos e medos, ainda que o fio condutor de seu discurso seja secreto, que as suas regras sejam absurdas, as suas perspectivas enganosas, e que todas as coisas escondam uma outra coisa”. (CALVINO, 1990, p.44)
Mudando de assunto, vamos nos tornar nômades virtuais? Agora vamos navegar pela internet com rumo ignorado, vamos vagar pelos continentes gelados, e talvez nos encontrar em alguma feira cultural de Fortaleza, ou vamos fixar moradia no Second Life?
(Obs. O parágrafo 4 foi baseado no módulo de Aprendizagem, Tecnologia e Educação a Distância, dos alunos de Pedagogia/EAD/UNB).